A vida não está em ordem alfabética como acreditamos. Aparece... um pouco aqui e um pouco ali, como ela achar melhor, como migalhas, o problema é recolhe-las depois;
talvez seja um punhado de areia, mas qual é o grão que sustenta o outro?
Às vezes aquele que está no topo e que parece estar amparado por todo o punhado, é aquele mesmo que mantém junto todos os outros, porque aquele punhado não obedece às leis da física; tire o grão que você acreditava que não sustentava nada e todos caem, a areia desliza, se aplana e não te sobra outra coisa a não ser fazer rabiscos com o dedo, vai-e-vem, trilhas que não conduzem a parte alguma, e passo a passo, você está ali, traçando vai-e-vem, mas onde estará aquele bendito grão que mantinha tudo junto... e depois, um dia, sobre a areia, um traço estranho, um desenho sem lógica e sem base, e te vem uma suspeita, que o senso de tudo aquilo ali eram os rabiscos.
do silêncio das leituras tabucchianas, quase como um haikai, imagens que se constróem e vão e vem, sem resposta, sem sentido preciso, só imagens, paixões que se esboçam, estranha paixão pelas palavras...
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
bichos estranhos...
um escritor...
sempre se relaciona com palavras, às vezes gosta de pessoas, às vezes sai de casa à procura de alguém ou de alguma coisa, quem sabe o quê?
muita gente gostaria de ter um bichinho deste, porque ele pode sempre revelar a essência da vida... assim, sem ninguém pedir...
um leitor...
bicho muito curioso também... passa horas lendo pra ver se entende alguma coisa e de repente acha que entendeu, mas isso dura só até o próximo livro, a próxima idéia... daí ele pensa que não entendeu nada, mas que está já se aproximando...
sempre se relaciona com palavras, às vezes gosta de pessoas, às vezes sai de casa à procura de alguém ou de alguma coisa, quem sabe o quê?
muita gente gostaria de ter um bichinho deste, porque ele pode sempre revelar a essência da vida... assim, sem ninguém pedir...
um leitor...
bicho muito curioso também... passa horas lendo pra ver se entende alguma coisa e de repente acha que entendeu, mas isso dura só até o próximo livro, a próxima idéia... daí ele pensa que não entendeu nada, mas que está já se aproximando...
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
o universo não tem confins...
quem disse isso sobre o universo foi um personagem do Tabucchi... por que eu deveria ter?
me lembrei de algumas pessoas hoje... que são importantes e que às vezes eu esqueço de propósito só pra memória não desgastar e eu poder lembrar, de repente, num susto, lembrar que elas existem e que é tão bom...
mas isso porque o universo não tem confins, e eu também não preciso ter, mesmo que seja quase quase sem querer que eu tenha...
me lembrei de algumas pessoas hoje... que são importantes e que às vezes eu esqueço de propósito só pra memória não desgastar e eu poder lembrar, de repente, num susto, lembrar que elas existem e que é tão bom...
mas isso porque o universo não tem confins, e eu também não preciso ter, mesmo que seja quase quase sem querer que eu tenha...
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