quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

desintegração.

I Ching de hoje: Montanha sobre terra.

“Esta é a época do avanço dos inferiores, que estão prestes a expulsar os últimos fortes. Sob tais circunstâncias, decorrentes do ciclo em andamento, não é favorável empreender coisa alguma. A atitude correta nestas épocas adversas é manter-se a quietude, pois não se trata aqui de uma iniciativa humana, mas das condições do ciclo em vigor. Estes ciclos, seguindo leis celestiais, alternam o aumento e a diminuição, a plenitude e o vazio. Não é possível contrariar as condições do tempo e por isso, evitar toda ação não é covardia, mas sinal de sabedoria”.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Intermezzo

Estou lendo Uma mulher do Esterházy, um livro de contos sobre várias mulheres amadas e odiadas pelo escritor.
O primeiro conto tem seis palavras: "Há uma mulher. Ela me ama".
Todos os contos se chamam Uma mulher, como o livro.
O que mais gosto é a sensação de que todas as diversas mulheres são no fim sempre a mesma, como se todos nós fôssemos um e vários.

Ontem acordei às 6h da manhã com muita vontade de saltar do trem, abandonar o barco e por aí vai. Acordei desiludida, nenhuma esperança... aceitando só o que a vida me trazia, e me deixando levar pela correnteza... fui dormir levemente feliz, o dia todo foi tão dinâmico...

Hoje acordei dando pulinhos de alegria, muita esperança... vontade de dar bom dia pra todo mundo, esperando que todos retribuíssem... esperando esperando esperando...
todo dia é sempre igual e sempre diferente.
todo dia eu sou sempre igual e sempre diferente.
todo dia é o meu inferno e o meu céu, tem jeito não.