sexta-feira, 20 de junho de 2008

epílogo

Primeiro foram os olhos azuis arregalados.
Depois vieram as mãos grandes assustadas.
E por último o abraço que durou pouco e se foi.
Uma outra vez voltaram os olhos lacrimejantes brilhosos sorridentes.
E as mãos cresceram e apertaram com força até estrangular.
E o abraço desta vez foi arrebatador longo até quebrar todos os mínimos ossos.
E a cidade desencontro com suas ruas circulares que trazem de volta sempre o mesmo ponto onde tudo recomeça ainda uma outra vez.
Mas então os olhos já não vêem e as mãos não podem apertar, e o abraço é para sempre interrompido pela hora de partir.
Tem-se talvez o tempo de um café, cinco minutos em que se conta a história de toda uma vida.
E os olhos já não se podem olhar.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

cor, cheiro e som...

Tem dias na vida da gente que a melhor coisa a fazer é deitar na grama e olhar o sol se pôr, mesmo que o céu desta cidade tenha uma cor avermelhada desta imensa poluição urbana, esta hora ainda sim é mágica... com as cores e os cheiros e os sons...
o som pode ser de uma canção bem brasileira como "anjo de guarda noturno", que é um baião bonito, me faz lembrar um lugar distante de tudo, que eu nunca vi, nem sei qual é, mas que me traz muita paz... como se existisse mesmo qualquer coisa de sagrada entre este sol e esta terra...
e o cheiro é aquele de grama e terra meio úmida, já que o sol estes dias tem sido mais brando...

Meu anjo de guarda noturno
Você é quem sabe de tudo
E quando eu peço proteção
Não é pra fugir do ladrão
Nem pra me esconder na igreja
Eu quero que Deus nos proteja
Das dores do coração
Meu anjo de luz que ilumina
compositor da minha sina
não deixe que espinhos me ceguem
Guarde meus caminhos que seguem
Aos carinhos dessa menina
Meu anjo de luz guardião
Condutor da minha emoção
Ensine um atalho pra ela
que evoque o anjo dela
No toque sutil da canção
Miltinho Edilbrto