sexta-feira, 23 de abril de 2010

dos dragões não conhecem o paraíso...

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.

Caio F.

domingo, 18 de abril de 2010

esquecer lembrar esquecer

O esquecimento é condição inalienável para se viver. Pensar em alguém é trazer este alguém para o âmbito de um discurso, mas o pensamento é sempre vazio: o quanto se pensa é a exata proporção do quanto se esquece.

de algum canto dos Fragmentos de um discurso amoroso, do Barthes.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

dois mandamentos literários...

Não me permita Deus julgar ou falar aquilo que não sei e que não entendo.
Confio no tempo, que cura tudo.

dos 99 conselhos de escrita de Tchékhov.