sexta-feira, 17 de outubro de 2008

9 entre 10 canções de amor...

me fazem pensar, viver, sentir...
confesso que estou ouvindo mais uma vez a linda canção da mexicana Julieta Venegas com a participação de Marisa Monte...
engraçado que as lá grimas me rolem rosto abaixo sem que eu perceba, e no metrô, as pessoas olham sem entender...
gente que chora em lugar público é sempre mal visto,
neste caso, nada de grave, era só uma cena que figurava na cabeça... e me fazia pensar
"por que a deixei, por que a deixei?"

em seguida veio uma outra canção, não era de amor, e nem sei quem canta, sei só estes versos, que dizem sobre mim algo, agora, entre uma estação e outra:
"um dia encontro a minha paz na praia ou na cachoeira
agora tenho que trabalhar na roça pra vender na feira"
as duas se misturaram e ficaram assim, confundidas...
imagens e sons.

dias de chuva a vista.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

o esquecível e o cancelável...

muitas convesas com amigos ultimamente me fizeram pensar num estranho hábito das pessoas de hoje: cancelar emails e telefones...
diga-se de passagem que ninguém em sampa costuma muito dar endereço e telefone de casa, quase ninguém, digamos, meus amigos mais intimos sabem onde moro, meus vizinhos também sabem, mas nem se dão ao trabalho de me comprimentar pela praça quando me vêem, salvo algumas senhoras gentis...
mas o hábito de trocar número do celular e depois cancelar este mesmo número quando já não nos interessamos mais por este telefone é recente, me parece...
talvez as agendas do celular sejam pequenas e como ninguém mais quer carregar agenda de papel...
enfim, ou então realmente chegamos ao nível dos relacionamentos dispensáveis e canceláveis...
tem muita gente no mundo, a gente tem que ser seletiva, eu sei, mas não gosto de cancelar e ser cancelada...

resta pensar agora no tempo em que cada um leva pra esquecer e cancelar um número... eu demoro um pouco, cancelar do celular ás vezes não ajuda muito...
de novo estou pensando em brilho eterno de uma mente sem lembranças...
queria dizer a um amigo que tudo vai passar, mas enquanto não passa, não sei se ajuda muito cancelar o número do telefone, apagar do orkut, jogar fora as recordações...
depois, a memória faz parte da gente, é ela quem nos ajuda a esquecer e a lembrar quando isso é parte vital de nós mesmos.