terça-feira, 16 de setembro de 2008

sobre pessoas que saem na chuva mas não se molham...

me lembrei de um estudo de Antonio Candido que dizia que é impossível sair imune depois de entrar em contato com a literatura...
mas me lembrei também de pessoas que me diziam na faculdade de letras que não gostavam de literatura e eu não conseguia saber como...
tem gente que consegue a proeza de sair na chuva e não se molhar...
não há do que se lamentar... nem todo mundo gosta do azul, é só isso...

dividindo o blog e as emoções...

um amigo me escreveu depois de assistir nome próprio, bom tem outros detalhes mas isso é o essencial:

Não fique triste amiga, pelo menos não pense que o motivo de sua tristeza deva ser sua dificuldade de encontrar uma pessoa, a tristeza vem embutida no primeiro choro e se instala definitivamente. A multidão de solteiros, solitários e envelhecidos pelo sofrimento convive em nossa metrópole a procura de alguém do mesmo modo que você e eu. São muitas solidões desencontradas. Também estou mais velho e me sinto só. Um dia desses, eu estava em casa e fiquei muito triste, não era a falta de alguém, de dinheiro ou poder – era solidão em estado puro. Peguei minha faixa preta de karatê e a enrolei no pescoço. Por alguns segundos, pensei em morrer, depois transformei o laço em uma espécie de manto e abracei a faixa. Continuei chorando e vi um sentido naquilo que abraçava; nos anos de treinamento; nas lutas que não cheguei a fazer contra inimigos que não conheci, mas que os teria vencido se os tivesse enfrentado. Amanhã, beberemos. Um brinde à vida!

prefiro histórias que se vivem...

certas coisas na nossa vida vão adquirindo aos poucos um estatuto de não existência... tem a ver com a nossa memória seletiva... selecionamos aquilo que queremos e o resto vai desaparecendo, como se não tivesse existido e, depois de algum tempo, como num passe de mágica, reaparecem, retornam à memória, voltam a existir... mas nem sei se podemos controlar...
me lembro de ter lido em algum lugar que as coisas que mais relembramos são aquelas que mais desconstruímos e desgastamos pela força de querer lembrar...
as mais vivas lembranças são aquelas que esquecemos...
é por isso que agora penso em me esquecer totalmente de coisas boas e singelas, pra um dia ser surpreendida pela vivacidade de uma lembrança não lembrada...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

não era só uma pergunta...

is she weird
is she weird,
is she white
is she promised to the night
and her head has no room
and her head has no room
Pixies

a que hora é o fim do mundo?

it's the end of the world as we know it (i feel fine)
REM

terça-feira, 2 de setembro de 2008

amor inventado....

o nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu...
do sábio louco Cazuza.