sabe a necessidade que temos de não ser esquecidos e ser importante pra alguém? pois é, todos temos um pouco disso,
e quando escrevo é uma tentativa de não sucumbir à morte, que virà...
ler, por sua vez, é sempre uma forma de ser solidária com um outro alguém que escreve e que também quer ser lembrado,
é uma forma de encostar a cabeça de um outro no meu ombro, como acontece comigo quando leio, sinto que por um tempo breve, o da leitura, posso me tranquilizar, porque encosto a cabeça no ombro de um outro alguém e me deixo estar...
a leitura pra mim é assim, um lugar de repouso, às vezes dolorido e catártico, às vezes tranquilizador, porque sinto que alguém sente algo parecido e nesse minuto parece que a vida não vai passar, que não vou morrer ou ser esquecida...
uma coisa pessoal: meu ex namorado, depois de tantas coisas que vivemos juntos me esqueceu em menos de um mês e eu, dois anos depois do fim ainda sonho com ele e quando acordo chorando de noite, nem posso ligar para dizer que tive um sonho ruim e acordei chorando, porque não tem mais nenhum sentido sonhar com ele e acordar chorando e querer que ele me abrace forte... e isso o quanto dói, ninguém pode saber a não se que também acorde chorando e precisando abraçar alguém que não existe mais, ao menos no horizonte da nossa vida...
brilho eterno de uma mente sem lembranças: este filme para mim é um hino contra essa sociedade de "relacionamentos de/em massa"... não sei ainda se nos relacionamos em massa e não percebemos mais o que é ser um indivíduo ou se os relacionamentos são de massa, que é talvez uma qualidade dos relacionamentos... preciso consultar uma gramática...
sei bem de onde vem essa melancolica, é da chuva que cai hoje em São Paulo, que molhou meus pés, e detesto sentir meus pés úmidos...
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