sexta-feira, 20 de junho de 2008

epílogo

Primeiro foram os olhos azuis arregalados.
Depois vieram as mãos grandes assustadas.
E por último o abraço que durou pouco e se foi.
Uma outra vez voltaram os olhos lacrimejantes brilhosos sorridentes.
E as mãos cresceram e apertaram com força até estrangular.
E o abraço desta vez foi arrebatador longo até quebrar todos os mínimos ossos.
E a cidade desencontro com suas ruas circulares que trazem de volta sempre o mesmo ponto onde tudo recomeça ainda uma outra vez.
Mas então os olhos já não vêem e as mãos não podem apertar, e o abraço é para sempre interrompido pela hora de partir.
Tem-se talvez o tempo de um café, cinco minutos em que se conta a história de toda uma vida.
E os olhos já não se podem olhar.

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