sexta-feira, 6 de agosto de 2010
divergentes...
Da primeira vez, ele chegou assim sem ser convidado, deitou-se na minha cama e dormiu um longo sono reconfortado. Nesta época nem pensava em esperá-lo, mas lá fiquei, ouvindo seu respiro frágil. Não pedi que ele se fosse, nem tampouco quis que ele ficasse. Só de manhãzinha, quando abriu os olhos, deu um sorriso deslavado e disse naquela desfaçatez toda que minha cama era muito mole, é que me dei conta que o melhor era querer que ele partisse. E então me veio aquela vontade imensa de compartilhar meu sono, que foi ruindo diante do som daquelas palavras irônicas. Num ímpeto me levantei e preparei o café e esperei que ele fosse embora logo em seguida. E me vi começando uma história que era de espera de retorno de algo que nunca tive. E assim tornei-me divergência de mim comigo mesma.
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