segunda-feira, 1 de novembro de 2010

a partida de xadrez


E começamos a jogar a partida, era uma partida começada há séculos atrás quando todos os homens ainda começavam a existir e ser animus e todas as mulheres ainda nem sonhavam com seus arquétipos, e por todos os séculos passando jogamos a partida nas trevas das cavernas, no monte de todos os Olimpos, nos seios de todas as igrejas, nas guerras de todos os povos, no mistério de todos os renascimentos, na luz de todas as trevas, na vida de todos os realismos, na merda de todas as quedas, nas poções de todos os magos, no medo de todos os horrores, no sorriso de todas as propagandas, e os séculos passavam e eu te vencia e você me vencia e a partida nunca enfim acabava e eu tremia e o céu tremia e o mundo era gemido e o torpor se aproxima da minha anima, e me possui e não nunca se desfaz e não nunca que me alcança e é só isso, por todos os séculos e séculos é só isso.

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