estava pensando nas esquisitices que costumo elogiar sempre por meio de palavras...
uma amiga me disse assim que não gosta quando uso palavras esquisitas pra exprimir uma inútil opinião forçosamente intelectualizada sobre uma coisa assim tão banal como um comentário sobre a vitrine de uma loja de noivas... o mesmo se uso palavras demasiadamente literárias pra dizer que gostei de um filme que vi ou uma canção que ouvi...
um outro amigo me tornou sua fã incondicional ao me escrever palavras doces e sedutoras, mágicas e confortáveis num dia de tão inesperada tristeza...
outro dia um moço me disse que as palavras são coisas do diabo, nada de manifestação divina... e sempre trazem consigo um equívoco, qualquer equívoco... e me fez triste com tantas outras palvras, que ainda não entendi...
um amigo poeta sempre usa palavras bonitas, às vezes díficeis, às vezes agressivas, às vezes sangrentas, pra exprimir qualquer doce encanto cotidiano, e quando fala usa todos os palavrões que dispõe no seu vasto vocabulário pra se pronunciar sobre qualquer coisa, por mais culta que seja...
outro dia usei dois palavrões se referindo a uma atitude bestial do meu irmão e e ele me respondeu despejando muitas palavras ofensivas, mas nenhum palavrão...
Manu vive me perguntando sobre palavras, aquelas que ela não sabe, aquelas que eu não sei, aquelas que querem dizer coisas diferentes do que parecem, aquelas que aparentemente não querem dizer nada...
vai entender que ciranda necessária é esta... vai pensar sem palavras pra ver... neste momento não encontro nenhuma palavra pra expressar minha imensa confusão diante das tão (des)necessárias palavras...
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