segunda-feira, 21 de setembro de 2009

by Thaís.

Hoje foi um dia extremamente chuvoso.
Como se o céu sentisse raiva.
como se despejasse todo o seu sofrimento em lagrimas grossas choro gritado, esbravejado, com seus trovões e relâmpagos
minha alma atormentada fedia a cachorro molhado.
fui trabalhar para ver se a deixava mais limpa.
como as nuvens, nebulosa. pensamentos sombrios iam e vinham.
e eis que uma certa paz, como a estiagem no dia anuncia, retorna ao corpo imóvel.
e ele caminha em busca de descanso, de um lugar pra apoiar sua cabeça.
Desperto.
Pensamentos cuspidos sobre um passado artificial pululam como uma ferida aberta.
esquecida.
o dedo afunda e todo o pûs sai com a dor provocada.
como remediar o problema esquecido, já passado? aberto a resvalões trôpegos e desvisados de um humor impulsivo, cansado e arrogante como a própria dor?

a ferida aberta lateja..

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