ontem fui ver UP com a Manu.
rimos muito e encontrei muita poesia nos balões coloridos subindo por cima das montanhas.
e no velhinho que pensava ter chegado ao fim da estrada.
depois fui ver Amantes sozinha e senti vertigens.
me lembrei de A fronteira da Alvorada, quando o Garrel faz justamente a opção pelo inverso.
ter uma vida é melhor que não ter nenhuma? bela pergunta pra um começo de semana.
lembro de A história sem fim, embora hoje não seja um belo dia para morrer.
acho que, como o Garfield, odeio segunda-feira, principalmente estas de chuva.
de repente me dei conta de que ainda não cheguei ao fim da minha estrada... como o velhinho da animação.
tem dias que a gente acredita que chegou realmente ao fim
pra isso basta fechar os olhos e depois abri-los uma outra vez
pra percebemos que não, não chegamos ainda, que tudo continua aqui, inclusive a gente...
porque os olhos ainda se abriram mais uma vez...
ou então colocar os pés descalços no chão
pra passar a sensação de irrealidade...
conselhos de amigos.
UP me fez pensar se é possível fazer algo para ajudar a alguém que não ajuda a si mesmo...
talvez alguém que tenha fé, como a Rose, se perguntasse:
é possível ajudar alguém que não obedece a vontade dos céus?
costumo responder a estas perguntas de segunda-feira atribuindo sentidos pras coisas que aparentemente não tem nenhum,
acho que aprendi isso com o I Ching ou com os amigos.
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