Terceira possibilidade: (nenhuma recomendação).
Depois do episódio do livro, do enfrentamento, dos encontros e dos cafés, eles acharam toda a situação uma coincidência, uma mensagem do acaso, carregada de significados e sentidos, que só muito depois descobririam, eram arbitrários, e resolveram se conhecer um pouco mais. Ela, dizia, acreditava pouco no acaso, mas ele descobriria depois, que ela só saía de casa pensando que tudo, de repente, pode acontecer fora dos padrões de conduta do dia original. Ele nunca fora pragmático, embora fosse homem, deixava se conduzir às vezes por caminhos desconhecidos. Ela gostava de ler o horóscopo, embora quando alguém a visse lendo, disfarçava e comentava algo sobre o clima indecifrável da cidade. Ele ria da desfaçatez dela, achava encantador que as mulheres fossem mais místicas e incoerentes. E então apostaram na durabilidade do transitório. Existem finais que podem sim ser felizes, na contramão das circunstâncias, mentiras que podem permanecer e ser constantemente reinventadas. Mesmo na adversidade metropolitana, cosmopolita, mesmo com todos os desencontros, com todo o tráfego, enfim. Afinal a história ainda está por terminar, de modo que todas as escolhas ainda estão por se fazer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário