sábado, 22 de janeiro de 2011

confucianas

Faço do desassossego de Soares, meu desassossego:

"E sou assim, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre..."

Na tentativa de sossegar, penso nas nove regras de Confúcio:

ver claramente o que vê;
escutar bem o que escuta;
manter na fisionomia um ar afável;
dignidade na sua atitude;
sinceridade no que diz;
ser diligente nos seus atos;
perguntar quando duvida;
quando encolerizado, pensar no que poderia fazer;
quando perceber a possibilidade de uma vantagem, pensar na justiça.


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