segunda-feira, 6 de setembro de 2010

poema terapia, para as horas de desencontro...

A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.
Perdoai mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros.

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