domingo, 22 de abril de 2007

fim de domingo...

fim de domingo é bom pra ir ao cinema, ao teatro, pra ver os amigos... domingo passado quando voltava do teatro com um amigo, ele me contava dos motivos porque havia terminado com fulana, que era tão doce e meiga, e pegava na mão dele assim, sem querer cruzar os dedos, isso era muito obsceno... ele dizia que terminara com a ex-mulher por uma série x de motivos, uma certa atitude que, com o passar de anos, tornaram-se neuras de casal, então, porque vira nessa moça meiga certo gesto e a mesma fala, terminou, assim, de uma maneira meio abjeta...triste, por isso briguei com ele, me senti agredida, lembrei de um ex que terminara do mesmo jeito comigo... cumplicidade feminina, e disse pior, que ele agia como um daqueles homens que aos cinquenta começam a procurar meninas de vinte. então o furioso foi ele: por que precisamos nós dar nomes aos bois?, rotular, encaixar uma pessoa num perfil genérico?, ele, como eu, daí concordamos, odeia as pessoas que têm certeza de tudo que dizem ou fazem... e me disse que essa era uma das atitudes que o levaram a deixar a mulher... estive lendo em algum lugar, certo menino que escreveu assim que a inteligência dá o direito de se exigir mais, de se esperar mais do outro e de se escolher melhor, a mediocridade, ao invés, conforma.
acho que não entendo de homens e nem de mulheres, só que no meu desejo de simplificação, no ano do meu desejo de simplificação, gostaria que a palavra arrogância fosse superada, e que a minha inteligência me ajudasse a encontrar palavras mais simples, um querer mais simples, um viver mais simples... e que a minha simplificação da coisas não soasse nunca como mediocridade, mas como o primeiro passo para se ter uma vida melhor vivida, porque não quero viver de erros, de equivocos, mas eles estão em mim por toda parte, e ao redor de mim, me perguntam sem fim se eu fosse inteligente, se eu fosse mulher, se eu fosse forte, se eu fosse... acho que eu quero, como naquela canção, ter sorte na vida, e aprender com cada partida, cada despedida, e cada chegada... ter vinte e nove amigos outra vez...

Nenhum comentário:

Postar um comentário