sábado, 9 de janeiro de 2010

Bem vindo 2010!!

só quero começar o ano zen!!

domingo, 25 de outubro de 2009

só mais um filme...

duas entre dez canções que perpassam minha mente agora:

Se um dia a gente se encontrar
e eu confessar que vi tantas vezes um filme
pra desvendar os olhos teus...
e se a gente se falar,
contar as coisas que viveu,
o que esperamos do amanhã
será que pode acontecer?
Milton Nascimento.

só pra matar um pouco a saudade.
querendo que você não ouça
meu grito, minha dor, meu alento.

só mais um lamento entre tantos já feito.
Céu.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

on the way home

um mês decididamente não é um ano...
ou talvez um ano não seja só um mês...
a duração do tempo, todo mundo já sabe, é psicológica
tem dias que não vão acabar nunca e outros que quando a gente viu, já passou.

o meu aqui e agora as vezes me parece uma prisão,
mas a prisão, diz algum hexagrama do I Ching, deve ser um lugar em que as pessoas sejam recolhidas só temporariamente, não deve se converter em moradia.

não sei bem onde é minha morada, algum lugar dever ser, só gostaria que não fosse uma prisão.

e também não quero um posto de passagem... um lugar só pra dormir uma noite, mesmo que, de algum modo, sejamos todos um pouco viajantes, procurando o caminho de volta pra casa e precisando de um abrigo.

e por isso talvez precisamos que o tempo passe, porque, passando, ele nos diz quando é hora de partir, quando é hora de ficar e quando, de voltar pra casa...

sábado, 3 de outubro de 2009

sábado, spleen e saudades...

pedras rolantes não criam musgo
a variedade não é uma inconsistência

o acaso me mete em crise

acho que sou confusa por dentro porque por fora sou a pessoa mais normal do mundo
acho que sou confuso por fora porque por dentro sou a pessoa mais normal do mundo

notívago, é assim que se escreve?
você gosta de caminhar pelas ruas da cidade?
a complexidade exige passos pela cidade
caminhar na multidão, como fazia Baudelaire
notívago, é assim que se é.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

na rua, no ônibus, nas redes sociais...

vida de cidade grande:
parece que o mundo todo agora é uma cidade grande...
ninguém se conhece mais, ningém sabe nada de ninguém...
será?


basta pegar um ônibus de manhã: que mal humor que nada, todo mundo ali, comentando tudo com todo mundo, fulano viu sicrano, beltrano falou com sei lá quem...
é uma maravilha! quem tenta dormir o restinho do sono passa mal, nada de silêncio, todo mundo a mil, nem importa se são apenas 7 horas da manhã...
(como alguém consegue ter assunto a esta hora, penso, mal humor habitual!!!)

conhecer pessoas agora tem outro roteiro em sampa: no ônibus, no trem, no metrô.
na balada, só pra dançar mesmo, beber, estas coisas, amigos mesmo a gente faz e (re)encontra no ônibus:
o vizinho de bairro que vc nunca visita, vc encontra ali, conversa, reclama, dá risada, precisa só de bom humor.
se tiver preisando de uma sessão de terapia, experimente o companheiro de banco, ele tem mil conselhos e opiniões pra dar e melhor, de graça!!
ás vezes a gente também encontra o vizinho chato que aborrece, mas no ônibus ele é sempre mais legal: afinal o percurso é longo, o trânsito não acaba nunca mesmo...

nas ruas de sampa então, é impressionante: sabe aquele amigo de infância que a gente não via há tempos? então, ele está logo ali, na avenida mais movimentada de São Paulo, como a vida dá voltas, e como São Paulo é pequena, cheia de acasos, coincidências...

depois tem a modernidade das redes sociais: gente que você nunca viu ou talvez nunca vá ver, mas tem toda uma vida em comum, mesmos gostos, experiências em comum, mesmo que a quilômetros de distância...

acho que alguns dias fico chateada porque é dificil encontrar alguém pra tomar um café e bater um bom papo, mas em geral esta experiência da conteporaneidade, da "nova" amizade, é algo que me fascina...

um a zero pro acaso!! é só arriscar... acho eu!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

dois ou três filmes...

ontem fui ver UP com a Manu.
rimos muito e encontrei muita poesia nos balões coloridos subindo por cima das montanhas.
e no velhinho que pensava ter chegado ao fim da estrada.

depois fui ver Amantes sozinha e senti vertigens.
me lembrei de A fronteira da Alvorada, quando o Garrel faz justamente a opção pelo inverso.
ter uma vida é melhor que não ter nenhuma? bela pergunta pra um começo de semana.

lembro de A história sem fim, embora hoje não seja um belo dia para morrer.
acho que, como o Garfield, odeio segunda-feira, principalmente estas de chuva.

de repente me dei conta de que ainda não cheguei ao fim da minha estrada... como o velhinho da animação.
tem dias que a gente acredita que chegou realmente ao fim
pra isso basta fechar os olhos e depois abri-los uma outra vez
pra percebemos que não, não chegamos ainda, que tudo continua aqui, inclusive a gente...
porque os olhos ainda se abriram mais uma vez...
ou então colocar os pés descalços no chão
pra passar a sensação de irrealidade...
conselhos de amigos.

UP me fez pensar se é possível fazer algo para ajudar a alguém que não ajuda a si mesmo...
talvez alguém que tenha fé, como a Rose, se perguntasse:
é possível ajudar alguém que não obedece a vontade dos céus?

costumo responder a estas perguntas de segunda-feira atribuindo sentidos pras coisas que aparentemente não tem nenhum,
acho que aprendi isso com o I Ching ou com os amigos.

by Thaís.

Hoje foi um dia extremamente chuvoso.
Como se o céu sentisse raiva.
como se despejasse todo o seu sofrimento em lagrimas grossas choro gritado, esbravejado, com seus trovões e relâmpagos
minha alma atormentada fedia a cachorro molhado.
fui trabalhar para ver se a deixava mais limpa.
como as nuvens, nebulosa. pensamentos sombrios iam e vinham.
e eis que uma certa paz, como a estiagem no dia anuncia, retorna ao corpo imóvel.
e ele caminha em busca de descanso, de um lugar pra apoiar sua cabeça.
Desperto.
Pensamentos cuspidos sobre um passado artificial pululam como uma ferida aberta.
esquecida.
o dedo afunda e todo o pûs sai com a dor provocada.
como remediar o problema esquecido, já passado? aberto a resvalões trôpegos e desvisados de um humor impulsivo, cansado e arrogante como a própria dor?

a ferida aberta lateja..

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

lendorelendolendorelendo...

Tarde aprendi bom mesmo é dar a alma como lavada. Não há razão para conservar este fiapo de noite velha. Que significa isso? Há uma fita que vai sendo cortada deixando uma sombra no papel. Discursos detonam. Não sou eu que estou ali de roupa escura sorrindo ou fingindo ouvir. No entanto também escrevi coisas assim, para pessoas que nem sei mais quem são, de uma doçura venenosa de tão funda.
Ana Crsitina César.
(poema que o ctrl+c transformou em prosa!)

sábado, 29 de agosto de 2009

by Manu


a palavra equívoco...

preciso me convencer todos os dias de que as palavras são um mundo a parte, um mundo de equivocos, talvez, e não expressam minha vida...
são, talvez, um modo que uso para representá-la,
a vida, na verdade, é muito maior,
a vida de qualquer ser humano é muito maior,
as palavras são muitas, mas não apreendem tudo,
as palavras são um meio e não um fim,
são uma jaula, nos fixam, nos determinam, nos perturbarm...

tenho que me convencer todos os dias que devo fazer tudo ao contrário do que leio ou escrevo, porque as palavras não podem me encaixar, me aprisionar, me fazer supor que são a derradeira e única verdade possível...

preciso acreditar que escrever é ser um pouco como o poeta fingidor do Pessoa, aliás o único modo de escrever é este, fingindo a dor que de verdade sentimos,
seria ilusão supor que qualquer palavra escrita traga em si a completude do que é uma vida...

tenho que manifestar todos os dias o meu profundo desalento quando uma palavra decide se soprepor a todo e qualquer gesto, a todo e qualquer sentimento, a toda e qualquer vontade...

preciso repetir cem mil vezes que nehuma palavra há de decidir por mim o meu caminho, determinar a minha escolha, gravar sua força em mim e me direcionar conforme os seus caprichos...

preciso acreditar que no labirinto que elas me constroem todos os momentos, há sempre um ponto de fuga, que me leva pra fora deste mundo enclausurado,
que existem túneis que me levam pra fora deste universo sombrio e compacto que é a palavra...

e quando o silêncio não puder me falar por si mesmo,
ou eu não puder restar em silêncio para então ouvi-lo,
que eu aprenda a usar uma única palavra, aquela que me salva de mim,
talvez a palavra perfeita não exista e por isso nenhuma outra deve ser encunciada como perfeição, mas que exista uma palavra que nos salve do abismo,
porque se dizer uma palavra é fazer acontecer,
e se existe algo que não deva acontecer, que não seja, portanto, dito.