revi Closer hoje e me lembrei porque tinha gostado tanto...
por causa das cenas inicial e final com a Natalie Portman
tudo começa e termina do mesmo jeito?
não, entre o inicío e o fim existe uma mudança de perspectiva que determina todo o caráter da personagem, toda a aprendizagem, inclusive o jeito dela caminhar é já diferente, linda nas duas cenas, filha do vento na cena final...
o mundo é desencanto nos dois relacionamentos: naquele que não se consolida tanto quanto naquele que se consolida... a cena de Julia Roberts aconchegada nos braços do marido lendo é poética, embora o casal seja menos consistente...
quando o personagem de Jude Law reencontra o de Natalie Portman parece que para ele ainda nada mudou e ela não pode aceitá-lo... é aí que se rompe o ciclo que a levará de volta pra casa...
a aprendizagem dos prazeres passa pela aprendizagem da dor...
por isso gosto tanto da Natalie caminhando...
me lembra que o tempo, embora pareça uma linha reta, é cíclico...
que o tempo do desencontro é equivalente ao do encontro...
que a roda do tempo não pára de girar...
também me lembrei de São Paulo, dos meus encontros e desencontros...
continuo buscando a poesia da metrópole que me esmaga a cada momento...
e procurando os vendedores de flores nas esquinas,
sei que existem muitos, basta eu olhar com atenção.
espero ter serenidade no meu olhar.
por fim a última coisa de que gosto é a canção do Damien Rice, principalmente pela ironia do verso final , depois de confessar todo o amor, ele pensa no "até que dure', até que venha outro, no próximo encontro, daí a ciranda volta pro Bauman, sobre quem não vou escrever de novo...
And so it's
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off you...
And so it's
The colder water
The blower's daughter...
I can't take my mind off you...
Until I find somebody new.
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